Quanto Vale um Som de Marca? Fizemos as Contas!
Toda empresa sabe quanto custa uma logo mal feita ou uma campanha que não converte. Mas poucos CEOs e CMOs conseguem responder: quanto vale o som da sua marca? E, mais importante, quanto está custando não ter um?
O Marketing Sonoro deixou de ser um “extra” criativo para virar linha de investimento com retorno mensurável. Reunimos os dados que o mercado global e brasileiro já produziu sobre o tema. A resposta é direta: o som vale, e custa caro para quem o ignora.
O cérebro processa som antes de processar imagem
Antes de falar em dinheiro, vale entender por que o som funciona tão bem no Branding. Segundo pesquisas de neuromarketing citadas pela agência MusicGrid,
"O reconhecimento sonoro acontece em cerca de 0,146 segundo, quase 3x mais rápido que o reconhecimento visual, que leva em torno de 0,4 segundo"
Em pontos de contato como um app, uma loja ou uma central de atendimento, o som de uma marca chega ao cérebro do consumidor antes de qualquer elemento visual ser conscientemente processado. Essa vantagem de velocidade se traduz em lembrança.
Um estudo publicado no Journal of Consumer Psychology, citado pela agência LAJE, mostrou que marcas com identidade sonora consistente geram até 96% mais lembrança espontânea do que marcas que dependem só de elementos visuais.
O que a Kantar e a Ipsos encontraram
Duas das maiores consultorias de mídia e marca do mundo já quantificaram esse ganho. A Kantar encontrou que ativos publicitários com som entregam 76% a mais de brand power e 138% a mais de advertising power frente a peças sem uso estratégico de áudio. Já a Ipsos concluiu que ativos de áudio são 3,44 vezes mais eficazes que ativos visuais na produção de anúncios de alta performance, e que estímulos sonoros captam até 8,5 vezes mais atenção.
Dados compilados pela Rebellion Group mostram ainda que marcas com identidade sonora distintiva não são só mais lembradas (+96%), têm 86% mais chance de serem compradas.
Rádio, podcast e intenção de compra
Um estudo conjunto da Veritonic com a Audacy, analisando 113 anúncios de rádio e podcast, trouxe números concretos: anúncios de podcast com marca sonora tiveram aumento de 14% na lembrança do anúncio, refletindo em alta de 2% na intenção de compra.
Nos anúncios de rádio, o ganho foi maior: 17% a mais de lembrança e 6% a mais de intenção de compra. A mesma pesquisa identificou que 77% dos consumidores reconhecem uma marca com mais facilidade quando ela tem um som distinto.
Para quem trabalha com mídia paga, isso tem leitura direta em CAC: campanhas já lembradas exigem menos repetição para converter, o mesmo budget rende mais.
Cases que colocam número na régua
- MasterCard: em até 12 meses após o lançamento da identidade sonora, 77% dos clientes passaram a considerar a marca mais confiável.
- Tostitos: seis meses após criar o logotipo sonoro, a marca registrou 38% de aumento na lembrança, 13% a mais no brand score frente à média do setor de alimentos embalados e 70% de aumento no apelo geral.
- Mercedes-Benz: após implementar sua identidade sonora em 2019, teve crescimento de 300% nos comentários sobre a trilha de seus anúncios nos canais digitais, evidência direta de engajamento.
A Nielsen, referência global em audiência, já demonstrou que anúncios com trilha bem escolhida têm performance de lembrança significativamente superior à de anúncios sem uso estratégico de música.
E no mercado brasileiro?
Sound branding não é tendência distante: já é mercado maduro no Brasil, com agências especializadas atuando há quase duas décadas, entre elas a própria Zanna Sound, pioneira no país. Bancos como Banco do Brasil e Itaú, e marcas como a Oi, já construíram ativos sonoros próprios.
O estudo Soundtrends 2025, da Soundthinkers, aponta que marcas brasileiras que investem em identidade sonora aumentam o valor percebido da empresa em até 5% e potencializam a performance de campanhas publicitárias em até 138%.
O mesmo levantamento mostra que mais de 39 milhões de brasileiros consomem podcast regularmente, reforçando o áudio como canal estratégico e não coadjuvante.
Outro dado relevante para quem pensa em pontos de contato digitais: segundo a Statista, citada pela agência LAJE, o Brasil já é o quinto maior mercado global de smart speakers e dispositivos com assistente de voz, com mais de 24 milhões de unidades ativas. Cada um desses dispositivos é um ponto de contato em que a marca só existe se tiver um som, não uma logo, não uma cor, mas um som.
"Mas o que está faltando pro mercado acordar? Consciência sobre os efeitos invisíveis do som!"
O nome muda, o negócio é o mesmo
O mercado usa vários termos praticamente como sinônimos, e vale conhecê-los para não se perder em briefings e buscas.
- Sound Branding é o termo mais usado no meio profissional;
- Marketing Sonoro é a tradução mais comercial;
- Identidade Sonora ou marca sonora é como se costuma chamar o resultado final;
- Audio Branding aparece mais em publicações acadêmicas;
- Music Branding foca especificamente em trilha e curadoria musical para pontos de venda;
- e Logotipo Sonoro é a assinatura curta, de 1 a 3 segundos, que funciona como o “logo em áudio” da marca.
Independentemente do termo usado na pesquisa, o negócio por trás é o mesmo: transformar o som em ativo estratégico, mensurável e proprietário, algo que nenhum concorrente pode copiar.
Então, quanto vale um som de marca?
Juntando os números: uma marca com identidade sonora consistente pode ser lembrada até 96% mais, ter até 86% mais chance de ser comprada, gerar até 138% mais poder de propaganda e aumentar em até 5% o valor percebido da empresa.
Do outro lado da conta está o custo invisível de não investir, orçamento de mídia perdido em anúncios menos lembrados, menor diferenciação em ambientes saturados de estímulo visual, e uma marca que simplesmente não existe nos canais só de áudio: assistentes de voz, podcasts, rádio, atendimento telefônico.
Para quem lidera marketing, branding, comunicação ou publicidade, a pergunta deixou de ser “vale a pena investir em som?” e passou a ser “quanto estamos deixando na mesa por ainda não ter investido?”.
Quer saber quanto o som pode valer para a sua marca?
A Zanna Sound é uma das agências pioneiras em Sound Branding no Brasil e já desenvolveu identidades sonoras para marcas como Banco do Brasil, Unimed-Rio, GRU Airport e o Metrô do Rio de Janeiro..
Se você quer entender como aplicar esses dados na estratégia da sua empresa, fale com a gente e descubra o que o som pode fazer pelo seu negócio.
Próximo artigo
As Frequências do Futuro: O Impacto das Frequências 432Hz e 528Hz
Som cura? Muda nossa consciência? 432Hz e 528Hz: mito ou ciência? Descubra o que a pesquisa realmente diz sobre frequências, saúde e Sound Branding.
Leia mais