Metrô do Rio: da Identidade Sonora à Canção que Embala Mil Corações
O que há além da voz dos trens e estações do MetrôRio?
A voz que conduz milhares de passageiros todos os dias não é mais mistério para ninguém. Zanna, CEO da agência Zanna Sound, faz isso desde 2011. Além disso, o projeto de Identidade Sonora e a composição do tema foram criações suas. Há 15 anos, ela conduz diariamente a comunicação nos trens e estações do MetrôRio. Porém, o que não era muito conhecido é que a voz que fala também canta e compõe lindamente.
Se antes o som era um sinal icônico e envolvente de chegada e partida, agora ganha ainda mais vida como uma canção que já é popular, mas que agora recebe novo arranjo com letra que fala de histórias reais de quem vive o metrô todos os dias.
O refrão traz o espírito dessa transformação:
"Na trilha toca o som, o sinal, essa voz. Adoro essa estação nos ouvidos de mil corações Na composição"
O anúncio, celebrado em reportagem do O Globo, marca um novo capítulo no projeto pioneiro de identidade sonora do MetrôRio, que nasceu em 2011 e, desde então, tornou-se referência mundial em Sound Branding. Agora, a canção chega para consolidar o elo entre marca, arte e público, traduzindo em música o afeto que o metrô despertou nos cariocas.
Como a identidade sonora começou?
A história começou com uma pergunta simples: como transformar um transporte em experiência sonora e afetiva?
Em 2009, Zanna vai até o MetrôRio para sinalizar que a empresa precisava de sua agência, e eles não sabiam. Quando a cantora voltou da Europa, percebeu que tocava música clássica nas estações, e não parecia que Vivaldi (compositor italiano) combinava com o Rio, 40 graus. O desafio foi conseguir vender a ideia do projeto para a empresa, que não tinha, à época, um marketing muito forte.
A Zanna Sound, agencia fundada por Zanna, cantora, compositora e produtora musical com três indicações ao Grammy Latino, esperou dois anos para finalmente colocar o projeto na pratica. Sua missão: criar uma identidade sonora que fosse ao mesmo tempo funcional, acolhedora e capaz de se tornar uma marca tão forte quanto o próprio logotipo do metrô.
Nascia, então, a experiência sonora completa e icônica do MetrôRio, que envolve música com arranjo leve e carioca, sofisticada mas acessível ao mesmo tempo. Dele surgiram os logotipos sonoros para antecipar tudo o que a voz da marca, Zanna, tem para dizer. Além de serem sonoros funcionais e cumprirem a missão de comunicar com os públicos, esse grupo de sons acolhe e marca gerações de passageiros. Diferente de alertas mecânicos e impessoais, o som trazia humanidade, suavidade e brasilidade, dialogando com a cultura carioca.
A interpretação calma, carioca, despojada e clara transformou-se em referência de acolhimento, a ponto de ser reconhecida como a “voz oficial” da cidade. Milhões de passageiros a escutaram diariamente sem saber que a narradora era também uma artista.
Um projeto com este alcance se faz a muitas mãos, a consistência e estratégia da concessionária que a administra o MetrôRio, mais especificamente da sua equipe de marketing, é fundamental para que o projeto se torne cada vez mais relevante e crie cada vez mais pontes afetivas entre a marca e seus públicos através da música.
Como nasceu a canção Metro do Rio?
Quase quinze anos depois, essa mesma voz revela uma nova dimensão: ela agora canta. A canção “Metrô do Rio”, presente no álbum Reflexo, de Zanna, é uma celebração da vida urbana e das histórias que se cruzam nos trilhos do metrô.
Zanna há muito tempo tinha vontade de dar à já famosa canção uma letra, mas ela não saía, apesar das inúmeras tentativas. Finalmente, a letra aconteceu quando Zanna resolveu gravar seu segundo disco – Reflexo. Ela se inspira no cotidiano dos “metrozeiros” (usuários frequentes). Cada trecho traduz encontros e partidas, paqueras, as estações e afetos que acontecem nas plataformas e vagões, mostrando que o metrô não é apenas transporte, mas palco de experiências humanas:
"Na Tijuca, Pavuna, Acari Colégio, Inhaúma dormi Perdi a estação e voltei na contramão"
Ao dar letra à música instrumental, o projeto ultrapassa a fronteira da funcionalidade e dos afetos já fortes com a música. Ela atribui à música tema do metrô a categoria de arte. Não é mais o som dos avisos, das festas, formaturas, barzinhos e rodas de violão: é trilha sonora de vidas reais. A cantora que antes guiava discretamente os passageiros agora embala suas viagens com emoção e poesia de uma canção que integra um álbum de uma artista da música.
O que a música representa para o metrô, para Zanna e para o público?
Para Zanna, o momento é profundamente simbólico. É como se sua história pessoal – da menina que começou a compor aos 13 anos à artista que hoje pesquisa a consciência sonora e o impacto da música na vida – se entrelaçasse definitivamente com a cidade.
Para o MetrôRio, a iniciativa consolida uma marca pioneira em branding experiencial, nunca antes aplicado. Poucas empresas no mundo conseguem transformar um serviço essencial em patrimônio afetivo coletivo. O tema, os logotipos sonoros e sua voz já eram amplamente reconhecidos, mas a canção amplia essa conexão e dá um salto na relação entre esses três atores. Ela transcende a fronteira do marketing e entra no território da manifestação artística conectada à marca.
E para o público? A canção é um presente. O carioca se reconhece nela: no ritmo do refrão, nas palavras que falam do cotidiano, na voz que sempre esteve presente, mas que agora se revela como cantora. Passageiros relatam sentir orgulho, pertencimento e emoção ao ouvir a música. O metrô, que já fazia parte da rotina, agora entra ainda mais no coração dos cariocas, que ganham uma nova artista na cena musical.
De onde viemos o pioneirismo do Sound Branding?
É importante lembrar que o MetrôRio foi pioneiro. O case, apresentado em congressos internacionais da Audio Branding Academy, mostrou que o Sound Branding pode ir além da publicidade: pode criar identidade cultural.
O trabalho da Zanna Sound colocou o metrô carioca ao lado de exemplos icônicos como o da Intel, da Netflix e da Nokia, mas com uma diferença: aqui, o som não é apenas assinatura de marca, é experiência viva, tocada e sentida todos os dias, é arte.
Esse pioneirismo ajudou a abrir portas para outros projetos no Brasil e continua inspirando empresas a refletirem sobre o poder da música como elemento estratégico de marca.
Para onde vai o futuro das identidades sonoras?
O lançamento da música “Metrô do Rio” aponta para o futuro. Se uma identidade sonora pode se tornar canção popular, outras marcas podem seguir o mesmo caminho: transformar seus sons em experiências artísticas, criando laços de afeto com seus públicos.
O projeto mostra que branding e cultura precisam andar juntos. Que, quando uma marca se associa à música, ganha status de pop star. E os resultados são múltiplos:
Para as marcas: significa maior lembrança, relevância e conexão emocional genuína.
Para os artistas: abre novos espaços de expressão, ampliando a circulação de suas obras.
Para o público: gera experiências mais ricas, humanas, artísticas e memoráveis.
No caso do MetrôRio, o som que tinha a função de orientar agora se torna parte da trilha sonora da cidade. E, com certeza, no futuro, outras empresas seguirão esse exemplo, transformando o cotidiano em poesia sonora.
Qual é a moral dessa historia? Todos ganham!
O lançamento da canção “Metrô do Rio” em 2025 sela uma jornada de 15 anos entre marca, música e público. O som que começou em 2011, e há anos envolve os corações apressados, agora pode ser cantado junto com a voz que já ecoa nos vagões.
Zanna, o MetrôRio e os passageiros escrevem juntos essa história. O projeto mostra que, quando música e marca se unem, nasce algo maior: uma experiência que transcende publicidade e se transforma em cultura.
No fim, todos ganham. As marcas conquistam status de pop stars, os artistas se conectam a milhões de pessoas, e o público encontra, no cotidiano, uma trilha sonora para suas próprias vidas.
Quer saber mais sobre essa história que encanta há 15 anos milhares de pessoas todos os dias no Metrô do Rio de Janeiro e como uma marca pode se tornar referência em conexão com seus públicos através da música? Fala com a gente!
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